Atlético de Madrid 1-1 Elche: frustração no Metropolitano na 2ª rodada da LaLiga 2025/26

Atlético de Madrid 1-1 Elche: frustração no Metropolitano na 2ª rodada da LaLiga 2025/26

Atlético de Madrid 1-1 Elche: frustração no Metropolitano na 2ª rodada da LaLiga 2025/26

Como foi o jogo

Gol cedo, domínio aparente e frustração no fim: o roteiro do Atlético de Madrid no empate por 1 a 1 com o Elche, neste sábado (23), na estreia da equipe no Metropolitano pela temporada 2025/26 da LaLiga EA Sports. A equipe de Diego Simeone abriu o placar aos 8 minutos com Alexander Sørloth, viu Rafa Mir empatar aos 15 e, apesar da pressão, não conseguiu transformar o volume em vitória. Pela segunda rodada, o time colchonero saiu de campo com só 1 ponto em 2 partidas e um sabor amargo diante da sua torcida.

O início foi como o torcedor sonha para estreia em casa: intensidade, recuperação alta e um gol construído com ataque posicional. Sørloth se movimentou entre os zagueiros, recebeu em condição e finalizou com frieza para superar o goleiro do Elche. A sensação era de que o Atlético embalaria, pela forma como empurrou o rival para o próprio campo nos primeiros minutos.

O Elche não se abalou. Em uma sequência de passes limpos e verticais, que começou ainda no meio-campo, Álvaro apareceu com visão de jogo e encontrou Rafa Mir atacando o espaço nas costas da linha de três colchonera. A definição foi clínica, aos 15 minutos. A jogada pegou a defesa desprevenida porque o visitante alternou aceleradas curtas com apoios bem coordenados, sem rifar a bola.

Simeone armou o Atlético com três zagueiros — Ruggeri, Hancko e Le Normand —, alas largos e meio-campo de boa rotação com Llorente, Almada e Barrios. A ideia foi clara: largura para esticar o bloco adversário, Almada entre linhas buscando último passe e Barrios dando perna na pressão pós-perda. Na frente, Giuliano Simeone e Álvarez orbitavam Sørloth, oferecendo diagonais e atacando a área.

Depois do 1 a 1, o jogo virou um duelo de paciência. O Atlético rondou a área, acumulou cruzamentos e escanteios, mas esbarrou num Elche compacto, que defendia com bloco médio-baixo e linhas próximas da bola. Quando recuperava, o time visitante acelerava em dois ou três toques, mirando Rafa Mir como referência. A cada contra-ataque, a arquibancada prendia a respiração.

O momento que poderia mudar a história veio com Giuliano Simeone. Ele completou para a rede após infiltração pela direita, mas a arbitragem anulou por impedimento. A checagem confirmou a posição irregular, e o estádio passou da euforia ao silêncio em segundos. Foi a chance mais clara dos anfitriões além do gol de Sørloth.

Jan Oblak teve trabalho pontual, sobretudo em bolas que sobraram na meia-lua depois de cortes parciais. Do outro lado, o goleiro do Elche lidou com finalizações de média distância e bolas alçadas. Faltou ao Atlético transformar pressão em chutes de alta qualidade; muitas jogadas morreram na última tomada de decisão, seja por cruzamentos altos contra uma zaga forte pelo alto, seja por passes forçados no miolo.

Na volta do intervalo, o Atlético adiantou as linhas. Llorente virou praticamente um ponta, Cardoso pisou a área com mais frequência, e Almada recebeu mais vezes no corredor central, tentando o passe vertical para Sørloth. O Elche respondeu encurtando o campo: fechou o funil, empurrou o rival para o lado e aceitou viver sem a bola por longos trechos, confiando na organização e na leitura de espaços para transitar.

Le Normand foi o mais limpo na saída, quebrando a primeira pressão com passes entre linhas. Barrios, intenso, recuperou bolas que reacenderam o público. Ainda assim, quando a bola chegava em condições para finalizar, o Elche fazia a dobra e vencia o primeiro duelo dentro da área. O Atlético tentou variar: bolas rasteiras, inversões rápidas e batidas de fora da área, mas a muralha visitante segurou.

Nos minutos finais, o roteiro clássico: equipe da casa empurra, visitante administra. Houve bola viva na pequena área que ninguém empurrou, bate-rebate após cobrança de escanteio e tentativa de Sørloth girando sob marcação. Faltou o detalhe. A sensação de frustração veio não só pelo placar, mas pelo contraste com o início animador e pela expectativa que cerca uma temporada longa e exigente.

O que fica para a sequência

O empate deixa o Atlético com campanha de 1 empate e 1 derrota após duas rodadas. Para quem estreia em casa querendo firmar território, pesa. A equipe teve controle territorial por boa parte do jogo, mas sofreu para criar chances limpas. Esse é o ponto de ajuste imediato: transformar posse e presença no terço final em finalizações mais claras.

Há ideias promissoras. A linha de três melhora a saída de bola, dá liberdade a Llorente para atacar espaços e aproxima Almada da zona criativa. Sørloth oferece presença física e boa leitura para se desmarcar entre zagueiros. Giuliano se mexe bem, puxa a marcação e abre brechas. A engrenagem existe, mas precisa de mais sincronia no último terço, especialmente na relação entre quem cruza e quem ataca a área.

Do lado do Elche, o ponto fora de casa é enorme. O plano funcionou: organização sem a bola, concentração nas coberturas e golpes rápidos quando o espaço apareceu. A jogada do gol resume a proposta — passes certos, ocupação do corredor central e um finalizador seguro como Rafa Mir. Em ligas longas, somar fora contra adversário de topo conta muito.

Para Diego Simeone, o recado da arquibancada foi de apoio, mas com cobrança silenciosa: é preciso acelerar a curva de desempenho. O calendário empilha rodadas semana a semana e o nível de competitividade da LaLiga não perdoa arranques lentos. A margem para erro é curta para quem mira o topo.

No Metropolitano, ficou a sensação de que a equipe tem base para crescer, porém precisa variar o repertório quando o rival baixa as linhas. Alternar cruzamentos com jogadas por dentro, atacar a segunda bola após escanteios e calibrar a tomada de decisão nos metros finais são passos para virar empates teimosos em vitórias.

Em números frios, o empate vale um ponto. Em contexto, vale como alerta precoce. O Atlético abriu o caminho, sofreu o empate em resposta imediata e depois careceu de punch para matar o jogo. O Elche mostrou resiliência, cumpriu à risca o seu plano e voltou para casa com uma recompensa que pode pesar lá adiante. A temporada está só começando, mas já deixou claro: ninguém terá vida fácil no Metropolitano.

Todos os comentários

Diogo Santana
Diogo Santana agosto 26, 2025

Esse empate foi uma vergonha. Tínhamos o jogo controlado e ainda assim deixamos o Elche sair com o ponto. Simeone tá perdendo a mágica.

Gabriel Assunção
Gabriel Assunção agosto 28, 2025

O futebol é uma metáfora da vida. O Atlético começou com vontade mas esqueceu que a pressão não vence sozinha. A verdade é que ninguém sabe o que é ser grande até perder o que tinha. O Elche não tem estrelas mas tem alma. E isso pesa mais que qualquer passe de qualidade.

Mayla Souza
Mayla Souza agosto 29, 2025

Eu fiquei tão triste com o jogo que fui tomar um café e fiquei pensando em como o Simeone tá tentando transformar o time num sistema de pressão alta, mas a gente tá esquecendo que o futebol moderno precisa de criatividade também. O Giuliano tá ótimo mas tá perdido sem um parceiro que saiba onde ele vai estar. E o Sørloth? Ele tá tão sozinho lá na frente que parece que tá jogando contra o time inteiro. Acho que o problema não é só o último terço, é que ninguém tá se comunicando entre si. A gente tá vendo jogadores individuais, não um time. E isso dói.

Júlio Maitan
Júlio Maitan agosto 30, 2025

A estrutura tática do Atlético está obsoleta. A linha de três zagueiros gera instabilidade estrutural no setor de transição, especialmente quando os alas operam em largura sem suporte de meias profundas. A ausência de um volante de contenção transforma a equipe numa entidade vulnerável a contra-ataques verticais de baixa densidade. O Elche, por sua vez, demonstrou uma compreensão superior do conceito de bloqueio compacto e eficiência de transição. O Atlético não falhou por falta de posse, mas por incapacidade de gerar xG de alta qualidade.

Garota Repórter
Garota Repórter agosto 31, 2025

O gol do Elche foi lindo. Passes limpos, movimento sem bola, e um finalizador que não errou. O Atlético jogou como se tivesse medo de errar.

Bruno Alves
Bruno Alves setembro 1, 2025

Tá tudo bem, galera. O time tá se adaptando. Ainda tem tempo. O Simeone tá montando algo novo, e o primeiro jogo em casa sempre é difícil. A gente vai melhorar.

Pedro Mendes
Pedro Mendes setembro 3, 2025

Simeone tá velho demais pra isso. O futebol mudou e ele ainda tá no século passado.

Antonio Augusto
Antonio Augusto setembro 4, 2025

essa derrota foi a pior da minha vida nao sei mais o que fazer me ajudem

Cristiano Govoni
Cristiano Govoni setembro 6, 2025

Vamos lá, galera! O time tá na luta e isso já é um começo! O Metropolitano tá vibrando, o coração tá batendo, e a gente ainda tem muita coisa pra mostrar. Acredita! A temporada tá só começando!

Leonardo Cabral
Leonardo Cabral setembro 7, 2025

O Elche tá se aproveitando da fraqueza do futebol brasileiro. Se fosse um time europeu de verdade, a gente já tinha feito 4 a 0. Esse é o problema do nosso futebol: não tem raça.

Pedro Melo
Pedro Melo setembro 9, 2025

Permita-me ser franco: a ausência de um centroavante que domine o espaço aéreo e a falta de um meia de ligação com visão de jogo são falhas estruturais que não podem ser ignoradas. A equipe demonstra uma compreensão teórica avançada da pressão, mas carece de execução prática no terço final. Ainda assim, a intenção é louvável.

Guilherme Tacto
Guilherme Tacto setembro 10, 2025

Se vocês prestassem atenção, o Elche tem ligações com a FIFA e o governo espanhol. Isso é um plano para enfraquecer o Atlético antes da Copa do Mundo. O impedimento de Giuliano foi manipulado. A arbitragem é corrupta.

Mayara De Aguiar da Silva
Mayara De Aguiar da Silva setembro 10, 2025

Eu sei que tá difícil, mas a gente tem que lembrar que o time tá tentando. A gente vê o Giuliano correndo atrás de tudo, o Sørloth tentando segurar a bola, e o Oblak fazendo milagres. A gente não precisa gritar, só precisa acreditar. A gente tá junto nessa, e a gente vai superar. Eu acredito no time, e acho que vocês também podem acreditar.

Gabriela Lima
Gabriela Lima setembro 12, 2025

O que me chamou mais atenção foi como o Elche conseguiu se organizar tão bem sem ter muita posse. Acho que o Atlético tá muito focado em atacar e esqueceu que defesa também é jogo. A gente precisa de mais equilíbrio, de mais calma. A pressão tá gerando mais desorganização do que gols. Será que não tem um jogador que consiga dar um passe mais simples, mais seguro? Acho que isso faria toda a diferença.

nyma rodrigues
nyma rodrigues setembro 14, 2025

o jogo foi triste mas o time ainda tem chance

sidney souza
sidney souza setembro 15, 2025

A análise técnica do jogo é bastante precisa, mas o que realmente importa é a emoção. O Atlético tem uma identidade, mesmo em momentos de crise. O fato de o time ainda se mover com propósito, mesmo sem resultados, mostra que há raiz. O Elche é um time bem organizado, mas não tem a alma que o Atlético carrega. A temporada é longa. Ainda há tempo para corrigir os erros e transformar frustração em força.

patrícia maria calciolari
patrícia maria calciolari setembro 15, 2025

O Giuliano Simeone é um jogador com enorme potencial, mas precisa de mais tempo para se adaptar ao ritmo da LaLiga. O apoio da torcida é essencial nesse momento. O time tem qualidade técnica, mas a pressão por resultados está afetando a tomada de decisão. Um pouco de paciência pode fazer toda a diferença.

Suzana Vidigal Feixes
Suzana Vidigal Feixes setembro 15, 2025

Se vocês não estão vendo que o Almada tá sendo isolado e o Sørloth tá sem apoio tá tudo errado a gente precisa de um novo treinador agora

João Eduardo João
João Eduardo João setembro 17, 2025

O futebol é mais que vitórias e derrotas. É sobre o que a gente sente. O Metropolitano vibrou, mesmo no empate. A torcida não desistiu. E isso, pra mim, já é um triunfo. A gente não precisa de gols só pra se sentir bem. A gente precisa de time, de coração. E o Atlético ainda tem os dois.

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