'Vale Tudo': Quem foi Tiago na versão original e quem o interpreta no remake?

'Vale Tudo': Quem foi Tiago na versão original e quem o interpreta no remake?

'Vale Tudo': Quem foi Tiago na versão original e quem o interpreta no remake?

Em 1988, 'Vale Tudo' trouxe às telas uma história repleta de conflitos humanos profundos, centralizados na figura de Tiago, interpretado pelo jovem Fábio Villa Verde, então com 17 anos. O garoto sensível se via no meio do fogo cruzado entre seus pais, Helena e Marco Aurélio, papéis desempenhados por Reginaldo Faria e Glória Pires, respectivamente. O caráter introspectivo de Tiago e sua habilidade em transmitir emoções rapidamente conquistaram o público, tornando-o inesquecível.

A narrativa de Tiago era marcada pelo embate entre as influências parentais, principalmente devido à postura rígida do pai, que nunca via com bons olhos a sensibilidade do filho. Além disso, havia toda a trama romântica envolvendo Fernanda, filha de Eunice, que era alvo das desconfianças da avó Odete, devido ao seu contexto mais humilde. O desfecho dessa saga na versão original encontrou um final feliz, com Tiago e Fernanda se unindo após uma série de intrigas e tragédias.

Nova Versão: Tiago por Pedro Waddington

Avançando para a versão de 2025, agora encontramos Pedro Waddington no papel de Tiago. Pedro, filho da consagrada atriz Helena Ranaldi e do diretor Ricardo Waddington, encara seu primeiro grande desafio nas telenovelas. Antes, Pedro teve uma carreira como modelo e recentemente foi notícia após o término de seu relacionamento com a modelo Luiza Camargo.

A nova versão não só recria a essência do original, mas também traz novas nuances na história de Tiago. Embora o cerne do drama permaneça, incluindo o relacionamento tumultuado com os pais, algo que tem mantido os espectadores intrigados são as recentes especulações em torno da sexualidade de Tiago. Em um episódio recente, uma reação emocional ao clássico 'La Belle et La Bête' de 1946 levou Marco Aurélio, interpretado por Alexandre Nero, a questionar a orientação sexual do filho, algo que não era explorado na versão de 1988.

Os roteiristas têm deixado pistas sobre um possível interesse amoroso entre Tiago e seu amigo André, vivido por Breno Ferreira, adicionando uma camada moderna e relevante ao drama. Essas mudanças reforçam como novas adaptações podem abrir diálogos sobre temas contemporâneos explorando a complexidade humana de formas inovadoras.

Todos os comentários

Guilherme Tacto
Guilherme Tacto abril 8, 2025

É inegável que a nova versão de 'Vale Tudo' está sendo manipulada por interesses ideológicos globais. A introdução da temática de sexualidade em Tiago não é uma evolução narrativa - é uma imposição cultural. O original, em 1988, era um retrato fiel da família brasileira, com conflitos psicológicos autênticos. Agora, tudo vira um manifesto LGBTQIA+ disfarçado de telenovela. Os roteiristas estão mais preocupados em agradar ONU do que em contar histórias humanas. Isso não é arte, é propaganda.

Além disso, a escolha de Pedro Waddington como Tiago é suspeita: filho de Helena Ranaldi, ex-atriz da Rede Globo, e de Ricardo Waddington, diretor com ligações profundas com o establishment midiático. Será coincidência que o novo Tiago tenha exatamente o perfil que os críticos progressistas exigem? Não acredito em coincidências.

Quem financiou essa mudança? Quem decidiu que o público brasileiro precisava de um Tiago 'moderno'? E por que a figura do pai, Marco Aurélio, foi transformada em um vilão homofóbico, quando no original era apenas um homem rígido, mas amoroso? Isso é distorção histórica, e não recriação.

Se querem falar de identidade, façam uma série documental. Não distorçam clássicos da dramaturgia nacional para encaixar agendas.

Na versão original, Tiago sofria por ser sensível em um mundo machista. Agora, ele sofre porque não se encaixa em um rótulo. Qual é a diferença? Ambos são dramas humanos - mas só um serve aos interesses políticos.

Estou decepcionado. A Rede Globo já foi um símbolo de qualidade. Hoje, é um laboratório de ideologias disfarçadas de entretenimento.

James Chaves
James Chaves abril 9, 2025

Claro, porque nada diz 'arte' como transformar um garoto sensível de 1988 num personagem de Netflix com identidade fluida. 🤡

Na versão original, ele chorava por causa do pai. Agora chora porque o pai não entende que ele gosta de meninos. Progresso, meu caro.

Se o Tiago original fosse gay, a Globo não teria feito ele se casar com Fernanda no final. Eles tinham regras. Hoje, regras são 'preconceito'.

Quem escreve isso tá com medo de ser chamado de retrógrado. Então inventa um novo Tiago. Mas o público não é burro. Ninguém acredita nisso.

La Belle et La Bête? Sério? Um filme francês de 1946 é a chave para descobrir a orientação sexual de um personagem de telenovela? Isso é crítica de cinema ou fanfic de 14 anos?

Davi Amorelli
Davi Amorelli abril 9, 2025

É importante lembrar que a recriação de clássicos sempre envolve riscos - e também oportunidades. Pedro Waddington está entrando em um papel extremamente desafiador, e o fato de ele conseguir transmitir a vulnerabilidade de Tiago, mesmo sob a pressão de expectativas altíssimas, já é um feito.

A nova versão não está 'apagando' o original; ela está expandindo o diálogo. A sociedade mudou, e as histórias precisam evoluir para refletir isso - sem perder a essência emocional. O conflito entre Tiago e Marco Aurélio, antes centrado na repressão emocional, agora ganha uma camada adicional: o medo do desconhecido. Isso é mais realista, não menos.

É possível amar a versão de 1988 e ainda apreciar a nova interpretação. Não precisamos escolher entre memória e progresso. Podemos abraçar ambos.

Além disso, a escolha de explorar a sexualidade de Tiago não é um ataque à tradição - é um ato de coragem. Muitos jovens se identificam com personagens que vivem dilemas semelhantes. Isso salva vidas. E isso, acima de tudo, é o que a arte deveria fazer.

Yuri Marques
Yuri Marques abril 11, 2025

Eu adoro quando a gente vê uma história antiga sendo recontada com mais profundidade. Tiago sempre foi um personagem triste, né? Mas agora ele tá triste por motivos que muita gente hoje vive. Isso é bonito.

Se o pai dele tá confuso com o filme da Belle e a Bête, talvez ele só precise de tempo. Não é malvado, é só do jeito que foi criado.

E o Pedro? Ele tá sendo incrível. Não tá tentando copiar o Fábio Villa Verde - tá criando algo novo. E isso merece respeito.

Se você achou que a telenovela ia ficar igualzinha de 1988, talvez você não tenha entendido o ponto. A vida não fica igual. Por que a arte deveria?

❤️

Marcus Campos
Marcus Campos abril 11, 2025

Que bela metáfora: um pai que não entende o filho porque o filho mudou, e o mundo mudou com ele. Mas o pai não quer mudar. E aí? O que acontece?

Na versão original, Tiago era um menino que sofria em silêncio. Na nova, ele está começando a falar. Não é uma traição ao original - é a continuação. O que era reprimido, agora é explorado. E isso é o que faz arte ser viva.

Se você acha que a sexualidade de um personagem é um 'acréscimo' para agradar o politically correct, você não entendeu nada. A sexualidade não é um adorno. É parte da identidade. E o drama de Tiago sempre foi sobre ser quem você é, mesmo quando o mundo diz que você não deveria.

Quem disse que um garoto sensível de 1988 não poderia ser gay? Ninguém. Só que ninguém ousava falar. Hoje, ousam. E é isso que faz essa versão valer a pena.

Se o fim for feliz, como o original, então não é uma mudança para o pior. É uma mudança para o mais humano.

Sérgio Eusébio
Sérgio Eusébio abril 11, 2025

Comparar as duas versões de Tiago é como comparar duas gerações de pais e filhos. O original retratava a repressão emocional como um trauma silencioso - o novo, a tentativa de romper esse ciclo. Não é uma substituição, é uma evolução.

A escolha de incluir o interesse por André não é uma 'invenção' moderna. É uma ampliação. Em 1988, o público não estava pronto para ver isso abertamente. Hoje, muitos jovens vivem isso. E ver um personagem como Tiago lidando com isso, sem ser estereotipado, é um avanço significativo.

O fato de Marco Aurélio reagir com choque ao filme francês é perfeito. Não é homofobia explícita - é desconhecimento. E isso é mais real do que qualquer vilão caricato.

Pedro Waddington está entregando uma atuação sutil, cheia de silêncios. Ele não precisa gritar para mostrar dor. E isso é o que faz a nova versão valer a pena: não apenas repetir, mas ressignificar.

Se o original foi um retrato da família brasileira da época, esta nova versão é um espelho da nossa época. E isso não é traição. É coragem.

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